sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Que 2013 seja diferente

Encerramos o ano de 2012 sem muito que comemorar. Fomos campeões estaduais no primeiro semestre e eliminados na Libertadores pelo Fluminense. No segundo semestre o time foi muito mal no campeonato brasileiro, crises de vestiário conturbaram o elenco e provocaram indignação da torcida. Uma administração quase amadora por parte de nosso presidente colocando o ídolo Fernandão então diretor de futebol como treinador do time e contratações de cinco estrangeiros, uma vez que apenas três podem jogar foram algumas das trabalhadas dos nossos cartolas. Chumbinho então afastado foi recontratado para tentar recuperar o futebol junto com Dunga e Paulo Paixão.
 
 
Dunga chega em um momento difícil, pois pega um time desacreditado, com muitas estrelas e vaidades. Certamente será um desafio tão grande quanto foi ser treinador da seleção brasileira. Todos esperamos que possa fazer um belo trabalho, mas para que isso aconteça, precisamos de alguns reforços e de algumas dispensas. Nei, Bolivar, Renan e Bolatti devem sair, esse último não por falta de qualidade, mas sim pela questão dos estrangeiros no grupo.
 
 
Torcemos pela recuperação do artilheiro Damião, do zagueiro Juan e do maestro D'alessandro. Com uma boa pré-temporada e com a confiança de Dunga, estes jogadores podem fazer a diferença e levar o clube de volta as glórias passadas.
 
 
Que 2013 seja diferente!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fantástica Arena

O evento que ocorreu no sábado dia 08 de dezembro de 2012 no bairro Humaitá em Porto Alegre, ficará na história do futebol gaúcho e brasileiro. Foi um show espetacular, uma homenagem aos gaúchos e gremistas. Recebemos um monumento, um estádio fantástico, algo que não estamos acostumados a ver e a frequentar, recebemos uma Arena. Esta será a nova morada Tricolor, irá acolher os gremistas por muito e muitos anos e nela vamos ver jogos inesquecíveis, vitorias e muitos títulos. Todos que lá adentravam, inclusive eu, ficavam boquiabertos e olhavam para o céu, não acreditando no tamanho e na beleza do que estava diante de seus olhos, estavam finalmente dentro da Arena.
Ainda não sabemos como essa magnífica Arena irá transformar o futebol gremista, mas o que eu já percebi é que pode atormentar os adversários e aos jogadores do Grêmio. Vi que o lateral Toni não tem a menor condição de jogar lá, ele não acertou nada depois que entrou em campo, e isso é um reflexo do que pode ocorrer, se não tivermos paciência com os nossos atletas menos abastados de habilidade futebolística, vamos piorá-los, esses jogadores não jogarão mais nada. Isso até pode ser bom, pois assim não teremos "cabeças de bagre" no Tricolor.
O Guerreiro Imortal André Lima foi o grande iluminado, esse jogador tem uma estrela magnífica. Claro, ele não é o melhor atacante do mundo, mas ele joga com tudo sempre, erra mas tenta acertar. Estava dispensado no inicio do ano e entra para a história do Grêmio marcando o primeiro gol da Arena, impressionante, parabéns André.
A Arena nos leva para um novo patamar, uma maneira nova de torcer, bem diferente do velho Monumental. Teremos que criar novas rotinas e rituais de deslocamento nos dias de jogos, o bairro irá receber milhares de gremistas e terá de comportá-los. Mas uma coisa é certa, não tem mais espaço para vândalos, baderneiros e vagabundos. Marginais vestidos de torcedor não podem mais ir aos jogos. Aquela bandalheira que ocorreu no intervalo não pode mais se repetir, não podemos ser privados de ir ao nosso novo estádio por causa deles. Não acho que proibindo a avalanche iria resolver, pois eles continuariam a entrar no estádio e lugar de bandido é na cadeia.
Foi dada a largada para uma nova era para o Grêmio, com essa nova casa, com um novo jeito de torcer, com um novo presidente e um novo conceito de futebol, esperamos os velhas glórias e os velhos títulos.





























segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Olímpico Imortal

Ontem no Olímpico vimos um jogo de pouco futebol, vimos um juiz que acertou e errou, vimos uma encenação seguida de uma mijada, vimos até aquele que se intitula campeão de tudo comemorar um empate sem gols. Porém o que vai ficar na memória foi a festa que essa torcida maravilhosa fez em todo o final de semana. No sábado pela manhã 15 mil pessoas no alentaço, a noite 10 mil na Corrida Monumental e no domingo 45 mil no estádio. Ontem uma nação gritou, torceu, xingou, perdeu a voz e chorou, chorou de emoção pelo velho casarão, chorou pelo local que lhe serviu de morada durante uma vida inteira, chorou pelos seus semelhantes que ainda não aceitaram a perda e apenas chorou. E antes de deixar a nossa antiga casa, vimos algo que nunca esqueceremos, a avalanche de toda a arquibancada e social, isso jamais aconteceu antes e nunca mais acontecerá. Toda vez que lembro da cena me dá um nó na garganta, o coração aperta e os olhos se enchem de lágrimas. Ficou a sensação que jogo não terminou, não pelo resultado, mas pelo estádio, sentimento que está dentro de cada torcedor que esteve ontem no Monumental e que ainda está ouvindo a Geral cantar.